A história tem destas ironias persistentes: quando Winston Churchill, primeiro-ministro inglês, convidou o Papa Pio XII a intervir no tabuleiro geopolítico da Segunda Guerra Mundial, Estaline, líder da União Soviética reagiu com desdém, perguntando quantas divisões ou legiões de soldados tinha o Papa. A frase, tantas vezes citada, tornou-se símbolo de uma incompreensão recorrente: a de reduzir o poder à sua expressão militar, ignorando a força moral, espiritual e cultural.
Hoje, perante os recentes atritos entre a Casa Branca de Donald Trump e o Vaticano do Papa Leão XIV, aquela velha pergunta de Estaline ecoa, ainda que sob novas formas. O conflito ...
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