50 Anos Jornal de Vieira  1972 - 2022

Opinião


Valores culturais que alicerçam a identidade

De onde se parte é um pressuposto que na conjuntura do tempo se associa à identidade de lugar, lugar esse onde assentam princípios que pelas suas particularidades sociais, culturais, vivenciais, constroem uma identidade singular que a diferencia da de outros lugares. Este entendimento é sentido quando paramos para refletir de onde partimos, o que daí transitou para a nossa memória, de onde emergem valores em que nos reconhecemos sobre os quais assenta a identidade pessoal baseada na família, nos hábitos comportamentais e nas tradições vivenciais. Este ato de reflexão tem por base a “programação cultural Vieira + Vieira” promovida pelo Município do qual situo o festival de folclore, publicado no - O Jornal de Vieira - N.º 1250 de 01/09/2026, p.16.
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Queimar os navios

Contam que Pizarro, o conquistador espanhol, pouco depois de desembarcar na América do Sul com os seus homens, mandou queimar os navios que os tinham levado até lá.
Estranha atitude, que poucos se teriam atrevido a tomar, visto que havia um oceano a atravessar para regressarem a casa.
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BICADAS DO MEU APARO

Olivença, toponímia e Autarquias

Não é difícil concluir que em qualquer canto de Portugal, existe na nossa toponímia, nomes de ruas, de avenidas ou largos que pouco ou nada dizem aos cidadãos de hoje.
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Mobilização geral, missionária

O Dia Mundial das Missões, criado pelo Papa Pio XI, atinge este ano o primeiro centenário de trabalho de sensibilização e divulgação para o serviço missionário.
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O clube, o colo e os nossos 5% de IRS

No ano da graça que corre, eis que somos brindados com o nascimento de um novo clube de futebol, curiosamente criado em nome pessoal e sem qualquer identificação com o concelho de Vieira do Minho, com uma das suas freguesias, ou sequer com um lugar, aldeia ou simples sítio deste território.
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Volta ou revolta...

Descansa, prezado leitor, que não te vou por a andar à volta, mas, porventura, acompanhar-me-ás nesta revolta!
Uma revolta que não é nenhum levantamento popular, nenhum corte de estrada, nenhum protesto contra o aumento sistemático dos combustíveis e consequente aumento do custo de vida que nos atinge a todos, nomeadamente os mais necessitados. Digamos que é uma revolta para reflectirmos, pensarmos, discutirmos, pois é da discussão que nasce a luz!
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BICADAS DO MEU APARO

O Faustino, meu condiscípulo

Na minha adolescência, tive um companheiro que sempre revelou falta de interesse pela escola. Quando jovem maduro, deixei de o ver. Ele era magro, alto, olhar de lince e sisudo.
Normalmente, fazia-se acompanhar dum canito de cor branco-sujo, de pêlos eriçados, focinho alongado e rosnava facilmente. O Faustino, de gorra gasta na cabeça, circulava pelos caminhos - ao lado do canídeo - confiadamente. Um dia este meu ex-condiscípulo desapareceu e soube que tinha emigrado para o Brasil.
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“Velhinhas lajes…”

Hoje, lembrei-me das velhinhas lajes do grão! Daquele afagado lajedo que servia de eira àqueles que não tinham canastro para arrecadar as espigas, já desfolhadas.
Assim, paciente leitor, quero trazer-te os sons, os aromas, os sabores, as cores... e os suores, que nas lajes do grão se misturavam, e que eu guardei nos socalcos da memória.
Setembro! Quando o tempo parecia estar seguro, na avaliação empírica que o meu avô fazia ao olhar o céu, lá íamos para a veiga a fim de desfolhar o milho.
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NOVOS TEMPOS

Europa: unir o que a História não pode voltar a separar

A Europa atual nasceu de uma ferida. É talvez isso que esquecemos quando reduzimos a União Europeia a Bruxelas, fundos comunitários, regras económicas ou burocracia.
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O povo come, bebe… diverte-se

É com alguma apreensão que vemos tantas e tão inten­sas propostas de diversão: noites brancas, festivais de comida/bebida, festas e folclo­res, romarias e sinais de festa. Passado que foi o tempo de verão continuamos a ser fus­tigados por propostas aliciadoras para que se goze a vida com aquilo que melhor se conhece, se aprecia e com que festeja. Mas será isso o verdadeiro ou não andaremos alienados por coisas que se reduzem ao materialismo mais básico e primário? Teremos de condicionar-nos deste modo ao efémero e superficial? On­de e como manifestam os cristãos a diferença? 
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