50 Anos Jornal de Vieira  1972 - 2022

Opinião


Novos Tempos

São Bento: quando um homem muda uma época

Celebramos, a 11 de julho, a memória de São Bento de Núrsia, Padroeiro da Europa. Mais do que recordar um grande santo do século VI, vale a pena perguntar: o que nos pode ensinar um monge que viveu há cerca de mil e quinhentos anos ao homem do século XXI? 
À primeira vista, quase tudo parece diferente. São Bento nasceu num tempo marcado pela queda do Império Romano do Ocidente, pela instabilidade política, pelas invasões dos povos bárbaros, pelo declínio das instituições, pela insegurança social e por uma profunda crise cultural. O mundo que conhecia parecia desmoronar-se. 
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A Galocha...

Éramos uns putos viciados na bola, eu e o meu primo Luís…
As nossas brincadeiras resumiam-se às mais triviais: a bola, o botão, a malha, o escondidinho, a passa…; brinquedos não os havia e, confesso-vos, nós éramos felizes a criar as nossas brincadeiras que não custavam dinheiro e até espevitavam a criatividade.
Não passávamos as horas no sofá enterrados a ver televisão e a triturar batatas fritas; não nos isolávamos em frente de um ecrã de computador a teclar em jogos...
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Atrativo pelas más notícias

Por que será que os meios de comunicação – sobretudo televisionados e escritos – usam (senão abusam) do recurso às más notícias? Isso é necessário? Que significado pode ter para o entendimento da personalidade humana? Será mesmo um atrativo ou tem-se exagerado neste recurso para a conquista de audiências? Por que se estende o filão das ‘más notícias’ no quadro da organização da grelha informativa? A percentagem de assuntos positivos não será relegada para o rodapé, enquanto o pior é como que exaltado, quase de forma doentia?
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BICADAS DO MEU APARO

O mar e os chapéus de sol nas praias

Nos primeiros dias de Junho deste 2026, o país foi informado que os banhistas das praias algarvias não podem abrir o guarda-sol onde querem. Embora se saiba que há negócios de “zonas concessionadas”, só um anormal aceita ouvir de que “a praia não é para todos, nem todos podem beneficiar da praia (com guarda-sol próprio) onde querem”. Esperemos que nenhum camarário diga que o mar também não pode ser de todos.
E porque esta polémica surgiu, pensei no mar português.
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BICADAS DO MEU APARO

Há grande crise de competências

Quem é conhecedor da história ou vai estando atento às notícias que a partir da segunda metade do século passado são recordadas em certos acontecimentos do século presente, sabe que há povos onde existiram nações que tiveram grandes homens, grandes cérebros.
Podíamos citar muitos que foram como deuses: inteligentes, dedicados, sofredores pelo povo, estadistas que deixaram rastos e que a história jamais os apagará das suas páginas. Outros existiram/existem, que são a antítese daqueles, como p.e. os actuais fomentadores da guerra, onde visam a “idolatria do lucro” e guerra que se apresenta como “uma falência ética global”, conforme denunciou o Papa Leão XIV, sem se vislumbrar o seu fim.
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Por onde se conduz a Violência!

Notícias sobre violência no mundo e no ambiente em que nos encontramos integrados estão cada vez mais presentes no quotidiano dos meios de comunicação. A sua incidência e disseminação estão a gerar um ambiente de elevada insegurança e medo perspetivando-se, neste contexto, a propagação de um ambiente social violento sem valores morais. Evidencia-se a violência doméstica, violência no namoro, violência infantil, atos de profunda crueldade para os quais não poderá haver indiferença social e jurídica. Coloca-se a questão: o que está a motivar o sistemático crescimento destes comportamentos?
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Futuro das Paróquias rurais

Em Portugal,  sobretudo nas regiões do interior, outrora habitadas por muitas famílias que se dedicavam à agricultura, pastoreio e  artesa­nato, viram partir filhos e netos, ficando para trás os idosos, na rotina de esperar cada fim de semana com a esperança de rever, por umas horas a família que vem passar na aldeia mais um fim de semana. 
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O disparate das bandeiras

Parece estar instalada a confusão entre dois órgãos de soberania: o Presidente da república vetou uma lei da Assembleia da república no que concerne à possibilidade ou não de colocar outras bandeiras, em edifícios públicos, para além da bandeira nacional. Vejamos os argumentos do PR – por sinal o decreto de rejeição foi assinado no designado ‘dia de Portugal’ – e quais poderão ser as leituras políticas e culturais deste episódio.
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“Tem a nossa aplicação?...”

“Este país não é para velhos” é um filme, cujo enredo se situa nas fronteiras do Texas com o México e gira à volta dos ladrões de gado que deram lugar a traficantes de droga. Peguei no título do filme, prezados leitores, não para falar do mesmo, o qual não vi, mas para vos falar, de algo que não é ficção, mas sim pura realidade.
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Irmãos pequenos do vento

Não é fácil explicar como é que eu e tantos outros conseguimos ultrapassar as fases da infância e da adolescência.
Fazíamos coisas disparatadas sem que alguém nos protegesse. Saíamos em grupo para tomar banho no velho açude, mesmo sem antes termos aprendido a nadar correctamente. Partíamos de bicicleta, sem capacete, para tão longe quanto aguentassem as forças ou a fome. Íamos sem destino. Entrávamos em cavernas e perdíamo-nos lá dentro. Trepávamos muros altos para entrarmos em casas abandonadas, onde estabelecíamos o nosso refúgio. Fazíamos explorações, rasgávamo-nos, sujávamo-nos.
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