Opinião
BICADAS DO MEU APARO
O porco e a arte dos piercings
“A leviandade é familiar da inconstância. O tédio, o aborrecimento e a inquietação, produz excitação. Sendo assim e porque somos livres, não nos deixemos condicionar”. (In Reflecções 8 -11, do autor)
É sobejamente conhecida a matança do porco em qualquer canto do país.
Nuns lados mais que outros, o acontecimento é (era) geral. No Norte, sobretudo no nosso Minho, poucos eram os agricultores ou até nalguns lares, que não tinham “a festa da matança do porco”.
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Felicidade com sabor eterno
O Evangelho surpreende-me muitas vezes. Creio que só os distraídos, ainda não descobriram essa realidade.
Incrível, ser um familiar de Jesus! Mas isso, foi Ele mesmo que o disse. E explicou: “O que faz a vontade de meu Pai… esse é meu irmão…
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Perdeu-se o sentido de recato e a noção do pudor?
Quase de uma forma explosiva vemos que, hoje, uma boa parte das pessoas põe tudo (entendendo mesmo por ‘tudo’, desde o mais visível ao que devia ser resguardado) à mostra sem peias nem receios: fatos da vida privada tornam-se conhecidos, mostrados e quase-exibidos. Será que o recato não tem lugar nem espaço no léxico e no comportamento das pessoas? Será que o pudor nada significa ou ter-se-á perdido? Como poderemos conciliar o mistério (algo intrínseco à pessoa) com o mais divulgado e de exposição aos outros?
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Novos Tempos
São Bento: quando um homem muda uma época
Celebramos, a 11 de julho, a memória de São Bento de Núrsia, Padroeiro da Europa. Mais do que recordar um grande santo do século VI, vale a pena perguntar: o que nos pode ensinar um monge que viveu há cerca de mil e quinhentos anos ao homem do século XXI?
À primeira vista, quase tudo parece diferente. São Bento nasceu num tempo marcado pela queda do Império Romano do Ocidente, pela instabilidade política, pelas invasões dos povos bárbaros, pelo declínio das instituições, pela insegurança social e por uma profunda crise cultural. O mundo que conhecia parecia desmoronar-se.
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A Galocha...
Éramos uns putos viciados na bola, eu e o meu primo Luís…
As nossas brincadeiras resumiam-se às mais triviais: a bola, o botão, a malha, o escondidinho, a passa…; brinquedos não os havia e, confesso-vos, nós éramos felizes a criar as nossas brincadeiras que não custavam dinheiro e até espevitavam a criatividade.
Não passávamos as horas no sofá enterrados a ver televisão e a triturar batatas fritas; não nos isolávamos em frente de um ecrã de computador a teclar em jogos...
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Atrativo pelas más notícias
Por que será que os meios de comunicação – sobretudo televisionados e escritos – usam (senão abusam) do recurso às más notícias? Isso é necessário? Que significado pode ter para o entendimento da personalidade humana? Será mesmo um atrativo ou tem-se exagerado neste recurso para a conquista de audiências? Por que se estende o filão das ‘más notícias’ no quadro da organização da grelha informativa? A percentagem de assuntos positivos não será relegada para o rodapé, enquanto o pior é como que exaltado, quase de forma doentia?
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BICADAS DO MEU APARO
O mar e os chapéus de sol nas praias
Nos primeiros dias de Junho deste 2026, o país foi informado que os banhistas das praias algarvias não podem abrir o guarda-sol onde querem. Embora se saiba que há negócios de “zonas concessionadas”, só um anormal aceita ouvir de que “a praia não é para todos, nem todos podem beneficiar da praia (com guarda-sol próprio) onde querem”. Esperemos que nenhum camarário diga que o mar também não pode ser de todos.
E porque esta polémica surgiu, pensei no mar português.
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BICADAS DO MEU APARO
Há grande crise de competências
Quem é conhecedor da história ou vai estando atento às notícias que a partir da segunda metade do século passado são recordadas em certos acontecimentos do século presente, sabe que há povos onde existiram nações que tiveram grandes homens, grandes cérebros.
Podíamos citar muitos que foram como deuses: inteligentes, dedicados, sofredores pelo povo, estadistas que deixaram rastos e que a história jamais os apagará das suas páginas. Outros existiram/existem, que são a antítese daqueles, como p.e. os actuais fomentadores da guerra, onde visam a “idolatria do lucro” e guerra que se apresenta como “uma falência ética global”, conforme denunciou o Papa Leão XIV, sem se vislumbrar o seu fim.
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Por onde se conduz a Violência!
Notícias sobre violência no mundo e no ambiente em que nos encontramos integrados estão cada vez mais presentes no quotidiano dos meios de comunicação. A sua incidência e disseminação estão a gerar um ambiente de elevada insegurança e medo perspetivando-se, neste contexto, a propagação de um ambiente social violento sem valores morais. Evidencia-se a violência doméstica, violência no namoro, violência infantil, atos de profunda crueldade para os quais não poderá haver indiferença social e jurídica. Coloca-se a questão: o que está a motivar o sistemático crescimento destes comportamentos?
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Futuro das Paróquias rurais
Em Portugal, sobretudo nas regiões do interior, outrora habitadas por muitas famílias que se dedicavam à agricultura, pastoreio e artesanato, viram partir filhos e netos, ficando para trás os idosos, na rotina de esperar cada fim de semana com a esperança de rever, por umas horas a família que vem passar na aldeia mais um fim de semana.
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