Na minha juventude, existia “a onda” de que “homem que não dá tropa, não é homem”. Tal mentalidade “pró militarismo” é muitíssimo anterior aos anos sessenta do século passado.
Entende-se a “onda”, pois é antes e durante a segunda guerra que Portugal vive um período fortíssimo de fome e de falta de empregos, para não falar de outras misérias herdadas pela política da Primeira República.
Assim, e pretendendo-se “fugir à fome nacional” então existente, são sobretudo os jovens da periferia que tudo fazem para deixar os campos e cumprirem a vida militar, que já era ob ...
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