Eu sei bem disso - escreve uma amiga minha de Teerão - a pena de morte é um abismo que precisa de ser apagado.
Porém, enquanto dizemos isto, o mundo assiste impotente ao desenrolar de uma outra realidade vertiginosa. “Bibi” (Benjamin Netanyahu) declarou que esperou quarenta anos para destruir o Irão. Quarenta anos de ressentimento, alimentado como destino. Mas se a justiça fosse realmente o critério, porque não arrasar também o Paquistão, que tem a bomba atómica e a pena de morte? Ou a China?
“A verdade é mais dura e cruel - dizem-me sempre de Teerão - o Irão é o segundo maior país do mundo em reservas de gás, o terceiro em petróleo e extremamente rico em minerais raros. Esta é a sua condenação”.
Bem escreveu Michele Serra: “Os americanos têm muita sorte, porque por onde quer que vão para exportar a liberdade, sempre encontram petróleo”. É uma piada sarcástica. Porém, fo ...
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